Incidente · Sênior
TSB 2018: a migração de core bancário que falhou
Incidente real. Pontos centrais: migração de dados online.
Resposta curta
Incidente real. Pontos centrais: migração de dados online. No fim de semana de 20 a 22 de abril de 2018, o TSB transferiu cerca de 5 milhões de clientes para uma plataforma nova, projetada, construída e operada pela SABIS, a provedora de serviços de tecnologia do grupo Sabadell.
01 · CONTEXTO
Um banco inteiro muda de plataforma
No fim de semana de 20 a 22 de abril de 2018, o TSB transferiu cerca de 5 milhões de clientes para uma plataforma nova, projetada, construída e operada pela SABIS, a provedora de serviços de tecnologia do grupo Sabadell. A fonte deste caso é o relatório do escritório Slaughter and May, uma revisão independente encomendada pelo conselho do TSB.
O relatório descreve a migração das funcionalidades e dos dados de um banco inteiro para uma plataforma substancialmente nova. O prazo também pesou: o Sabadell definiu a expectativa de concluir o programa até o fim de 2017, e o padrão de fixar a data e depois montar um plano para caber nela marcou o restante do programa.
Antes da migração principal, as transações do aplicativo móvel eram processadas pela plataforma antiga do LBG.
Os registros dos clientes foram migrados para a nova plataforma, e essa parte correu como planejado.
Na migração principal, o aplicativo foi reconfigurado para falar com as aplicações de back-end da nova plataforma por meio do novo middleware.
A conclusão do relatório é que a nova plataforma, no seu conjunto, não estava pronta para sustentar toda a base de clientes.
02 · A ESCOLHA DO EVENTO ÚNICO
Rápido e barato, mas com uma condição
Uma das decisões centrais de qualquer migração é fazê-la em fases ou em um evento único, o chamado big bang. O relatório reconhece a vantagem do evento único e a condição que ele impõe.
| Vantagem | Condição ou limite | |
|---|---|---|
| Evento único | É o caminho mais rápido, barato e simples | É crítico entender os riscos e testar a plataforma com robustez antes de colocá-la no ar para todos os clientes |
| Serviços antecipados | Deixam menos serviços para migrar na migração principal, reduzindo o risco para o cliente | Eram só uma parte pequena da plataforma e não reduziram de forma significativa o risco da migração principal |
Segundo o relatório, o TSB não deu consideração suficiente a essa escolha, que não foi discutida de forma substantiva pelo conselho. O mesmo relatório afirma que o evento único não seria necessariamente errado se as mitigações certas estivessem em vigor.
03 · AS TRANSIÇÕES ANTECIPADAS
Provas parciais antes da virada
O TSB planejou usar as chamadas Transition Events para reduzir o risco de uma migração que seria totalmente em evento único. Elas tinham duas formas: os Early Cutovers, que colocavam funcionalidades no ar antes, e o Live Proving, um piloto com funcionários.
| O que provou ou permitiu | Limite ou resultado | |
|---|---|---|
| Aplicativo móvel | Provou o próprio aplicativo e a capacidade das equipes de operá-lo | Não provou a infraestrutura nova nem a rede |
| Esquemas de pagamento | Interfaces com Faster Payments e BACS provadas em escala total | Não provou a conclusão de ponta a ponta das transações dos clientes |
| Site público | Provou alguns componentes da rede nova | A carga é bem diferente da gerada pelo Internet Banking |
| ATMs | A migração em fases permitiu pausar quando surgiam problemas | Foi um dos principais canais sem problemas significativos após o Go Live |
O piloto Live Proving, na fase sem roteiro chamada TSB Beta, teve apenas cerca de 1.689 participantes, todos funcionários do TSB. O relatório avalia que, em muitos casos, os volumes eram pequenos demais para comprovar a funcionalidade e que os participantes dificilmente seriam representativos da base de clientes.
Para o relatório, os Early Cutovers não reduziram de forma significativa o risco da migração principal, e esse risco só seria mitigado se a plataforma fosse submetida a testes rigorosos.
04 · OS TESTES
Testar uma parte e confiar no todo
O teste funcional levou 17 meses, muito mais que o previsto. O teste não funcional, que servia para confirmar que a plataforma como um todo operaria nos níveis de serviço esperados, foi em sua maior parte feito em um período muito comprimido pouco antes do Go Live.
O teste de desempenho foi conduzido em um único data center.
O outro data center ficou fora do teste de desempenho.
Havia problemas na configuração dos dois data centers, que contribuíram de forma significativa para os problemas dos clientes digitais logo após o Go Live. Com o teste em um só, era impossível identificá-los antes.
Nos testes de Internet Banking e do aplicativo, as metas foram reduzidas depois que os testes não passaram na carga original, e os volumes reais após o Go Live superaram as metas reduzidas.
O resumo dos resultados não deixou claro que as metas haviam mudado, e por isso os resultados apresentavam uma visão mais positiva do que a justificada. O conselho também não recebeu um retrato exato dos defeitos pendentes: o número real era pelo menos duas vezes e meia o que lhe foi reportado.
05 · O IMPACTO
O que os clientes viram depois do Go Live
Na noite de domingo, 22 de abril de 2018, o TSB colocou a nova plataforma no ar. A migração dos registros de clientes correu como planejado, mas muitos clientes tiveram problemas significativos para acessar e usar suas contas online ou pelo aplicativo.
No primeiro dia após o Go Live, a espera média por um atendente por telefone era de cerca de 90 minutos. Até 2 de maio de 2018, o TSB recebera 33.101 reclamações, mais de 10 vezes o nível habitual, e os ataques de fraude oportunista chegaram a ser cerca de 70 vezes maiores que o nível habitual.
06 · O QUE O RELATÓRIO CONCLUI
Duas causas e supervisão insuficiente
O relatório conclui que os problemas surgiram porque a nova plataforma não estava pronta para sustentar toda a base de clientes e porque a SABIS não estava pronta para operá-la.
Ele também aponta que o conselho do TSB não buscou assessoria independente sobre o programa como um todo e que o TSB não fez uma diligência abrangente sobre a capacidade da SABIS.
Perguntas frequentes
O que é TSB 2018: a migração de core bancário que falhou?
Incidente real. Pontos centrais: migração de dados online.
O que o design de TSB 2018: a migração de core bancário que falhou cobre?
Ele está organizado nestas seções: Um banco inteiro muda de plataforma, Rápido e barato, mas com uma condição, Provas parciais antes da virada, Testar uma parte e confiar no todo, O que os clientes viram depois do Go Live e Duas causas e supervisão insuficiente.
Quanto tempo leva TSB 2018: a migração de core bancário que falhou e qual é o nível?
Leva cerca de 14 minutos para ler e tem nível Sênior.
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