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Incidente · Staff

AWS us-east-1: congestão na rede interna

Um pico de conexões na rede interna afetou serviços e o próprio painel de status.

13 min de leitura · Incidente em 2021-12-07, durou ~7 h · Fonte: AWS · Conteúdo revisado em 23 de outubro de 2026

Resposta curta

Um pico de conexões na rede interna afetou serviços e o próprio painel de status. Em dezembro de 2021, a região us-east-1 da AWS sofreu um evento longo que atingiu muitos serviços. O post-mortem oficial descreve duas redes: a rede principal, onde rodam os serviços dos clientes, e uma rede interna, que sustenta ferramentas de operação como os dados de…

01 · CONTEXTO

Duas redes, uma ponte frágil

Em dezembro de 2021, a região us-east-1 da AWS sofreu um evento longo que atingiu muitos serviços. O post-mortem oficial descreve duas redes: a rede principal, onde rodam os serviços dos clientes, e uma rede interna, que sustenta ferramentas de operação como os dados de monitoramento em tempo real. Entre elas há dispositivos de rede que fazem a ponte. Tudo começou do lado principal, por uma atividade automática de escala de capacidade de um dos serviços da AWS.

  1. Em operação normal, os serviços da rede principal falam com a rede interna por dispositivos de rede dedicados a essa ponte.

    Diagrama da arquitetura: Rede principal e rede interna
    CPServiço que escala
    NWDispositivos de rede da ponte
    CPServiços internos
    NWMonitoramento
  2. A rede interna abriga o monitoramento e outros serviços de que a operação depende para enxergar e controlar a plataforma.

    Diagrama da arquitetura: Rede principal e rede interna
    CPServiço que escala
    NWDispositivos de rede da ponte
    CPServiços internos
    NWMonitoramentooperação

02 · GATILHO

Da escala automática à tempestade de retries

A atividade de escala gerou um grande pico de conexões que sobrecarregou os dispositivos entre as duas redes. A sobrecarga aumentou latência e erros, o que provocou ainda mais tentativas de conexão e retries, num ciclo de realimentação. O post-mortem aponta ainda um problema latente que impediu esses clientes de recuar (backoff) de forma adequada durante o evento. É o desenho clássico de falta de controle de sobrecarga: quando o cliente insiste mais justamente porque o servidor está lento, a carga extra mantém o gargalo vivo.

  1. Uma atividade automática de escala dispara dentro da rede principal.

    Diagrama da arquitetura: Rede principal e rede interna
    CPServiço que escalaescala
    NWDispositivos de rede da ponte
    CPServiços internos
    NWMonitoramento
  2. O pico de conexões sobrecarrega os dispositivos que ligam a rede principal à rede interna.

    Diagrama da arquitetura: Rede principal e rede interna
    CPServiço que escala
    NWDispositivos de rede da pontesaturado
    CPServiços internos
    NWMonitoramento
  3. Latência e erros geram novas tentativas; sem recuo adequado, as retries somam carga e a congestão persiste.

    Diagrama da arquitetura: Rede principal e rede interna
    CPServiço que escalaretries
    NWDispositivos de rede da pontefora do ar
    CPServiços internos
    NWMonitoramento

03 · PLANOS

Plano de controle e plano de dados

O impacto foi desigual. Segundo o post-mortem, instâncias EC2 que já estavam rodando não foram afetadas, e clientes que acessavam S3 e DynamoDB não foram impactados pelo evento. Quem sofreu foram as operações que dependem do caminho congestionado, como criar recursos novos e chamar APIs de controle. Essa separação entre o que já está em execução e o que precisa de coordenação é o que torna uma arquitetura multirregião e padrões de disponibilidade tão importantes: o plano de dados costuma aguentar mais que o plano de controle.

CamadaO que o post-mortem relataLeitura
Instâncias EC2 em execuçãoNão foram afetadas pelo evento.Plano de dados preservado.
Acesso a S3 e DynamoDBClientes que acessavam esses serviços não foram impactados.Dependência fora da ponte congestionada.
Entrega de eventos do EventBridgeOperadores desabilitaram a entrega de eventos durante a resposta.Desligar uma função de propósito para aliviar a pressão.
  1. As cargas que já estavam em execução continuam servindo o cliente, sem depender do caminho congestionado.

    Diagrama da arquitetura: Plano de controle e plano de dados
    CLCliente
    CPCargas em execuçãonão afetado
    NWAPIs de controle
    NWDispositivos de rede da ponte
    DBArmazenamento de objetos
    DBTabela NoSQL
    QEntrega de eventos
  2. O acesso direto a armazenamento de objetos e à tabela NoSQL não foi impactado.

    Diagrama da arquitetura: Plano de controle e plano de dados
    CLCliente
    CPCargas em execução
    NWAPIs de controle
    NWDispositivos de rede da ponte
    DBArmazenamento de objetos
    DBTabela NoSQL
    QEntrega de eventos
  3. As APIs de controle dependem da ponte entre as redes e ficam lentas ou com erro enquanto ela está congestionada.

    Diagrama da arquitetura: Plano de controle e plano de dados
    CLCliente
    CPCargas em execução
    NWAPIs de controleafetado
    NWDispositivos de rede da pontefora do ar
    DBArmazenamento de objetos
    DBTabela NoSQL
    QEntrega de eventos
  4. Para aliviar a pressão, a entrega de eventos foi desabilitada por operadores até a situação melhorar.

    Diagrama da arquitetura: Plano de controle e plano de dados
    CLCliente
    CPCargas em execução
    NWAPIs de controle
    NWDispositivos de rede da ponte
    DBArmazenamento de objetos
    DBTabela NoSQL
    QEntrega de eventosdesabilitado

04 · RESPOSTA

Operar às cegas

A congestão afetou de imediato a disponibilidade dos dados de monitoramento em tempo real das equipes internas. Sem boa visibilidade, diagnosticar e agir ficou mais lento: a própria ferramenta para enxergar o problema dependia do caminho que estava saturado. A AWS desabilitou imediatamente as atividades de escala que originaram o evento. Ainda assim, o post-mortem descreve uma congestão persistente nos dispositivos entre as redes, o que prolongou o impacto. Esse é o ponto central de monitoramento e observabilidade: o canal de observação não deve compartilhar o gargalo com o que ele observa.

05 · LIÇÕES

O que levar para o seu projeto

Entre as mudanças anunciadas está uma nova arquitetura de suporte que roda ativamente em várias regiões da AWS, ou seja, o caminho de ajuda ao cliente deixaria de depender de uma única região. Do ponto de vista de recuperação de desastres, é a lição de não pôr o canal de comunicação e de suporte dentro do mesmo domínio de falha do sistema que ele cobre.

  1. Antes, o suporte rodava em uma só região e caía junto com ela.

    Diagrama da arquitetura: Suporte em mais de uma região
    CLCliente
    NWRoteamento global
    CPSuporte região Aregião afetada
    CPSuporte região B
  2. Com uma arquitetura ativa em várias regiões, o tráfego do cliente pode seguir para a região saudável.

    Diagrama da arquitetura: Suporte em mais de uma região
    CLCliente
    NWRoteamento global
    CPSuporte região A
    CPSuporte região Bativo

Perguntas frequentes

O que é AWS us-east-1: congestão na rede interna?

Um pico de conexões na rede interna afetou serviços e o próprio painel de status.

O que o design de AWS us-east-1: congestão na rede interna cobre?

Ele está organizado nestas seções: Duas redes, uma ponte frágil, Da escala automática à tempestade de retries, Plano de controle e plano de dados, Operar às cegas e O que levar para o seu projeto.

Quanto tempo leva AWS us-east-1: congestão na rede interna e qual é o nível?

Leva cerca de 13 minutos para ler e tem nível Staff.

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