Incidente · Staff
AWS us-east-1: congestão na rede interna
Um pico de conexões na rede interna afetou serviços e o próprio painel de status.
Resposta curta
Um pico de conexões na rede interna afetou serviços e o próprio painel de status. Em dezembro de 2021, a região us-east-1 da AWS sofreu um evento longo que atingiu muitos serviços. O post-mortem oficial descreve duas redes: a rede principal, onde rodam os serviços dos clientes, e uma rede interna, que sustenta ferramentas de operação como os dados de…
01 · CONTEXTO
Duas redes, uma ponte frágil
Em dezembro de 2021, a região us-east-1 da AWS sofreu um evento longo que atingiu muitos serviços. O post-mortem oficial descreve duas redes: a rede principal, onde rodam os serviços dos clientes, e uma rede interna, que sustenta ferramentas de operação como os dados de monitoramento em tempo real. Entre elas há dispositivos de rede que fazem a ponte. Tudo começou do lado principal, por uma atividade automática de escala de capacidade de um dos serviços da AWS.
Em operação normal, os serviços da rede principal falam com a rede interna por dispositivos de rede dedicados a essa ponte.
A rede interna abriga o monitoramento e outros serviços de que a operação depende para enxergar e controlar a plataforma.
02 · GATILHO
Da escala automática à tempestade de retries
A atividade de escala gerou um grande pico de conexões que sobrecarregou os dispositivos entre as duas redes. A sobrecarga aumentou latência e erros, o que provocou ainda mais tentativas de conexão e retries, num ciclo de realimentação. O post-mortem aponta ainda um problema latente que impediu esses clientes de recuar (backoff) de forma adequada durante o evento. É o desenho clássico de falta de controle de sobrecarga: quando o cliente insiste mais justamente porque o servidor está lento, a carga extra mantém o gargalo vivo.
Uma atividade automática de escala dispara dentro da rede principal.
O pico de conexões sobrecarrega os dispositivos que ligam a rede principal à rede interna.
Latência e erros geram novas tentativas; sem recuo adequado, as retries somam carga e a congestão persiste.
03 · PLANOS
Plano de controle e plano de dados
O impacto foi desigual. Segundo o post-mortem, instâncias EC2 que já estavam rodando não foram afetadas, e clientes que acessavam S3 e DynamoDB não foram impactados pelo evento. Quem sofreu foram as operações que dependem do caminho congestionado, como criar recursos novos e chamar APIs de controle. Essa separação entre o que já está em execução e o que precisa de coordenação é o que torna uma arquitetura multirregião e padrões de disponibilidade tão importantes: o plano de dados costuma aguentar mais que o plano de controle.
| Camada | O que o post-mortem relata | Leitura |
|---|---|---|
| Instâncias EC2 em execução | Não foram afetadas pelo evento. | Plano de dados preservado. |
| Acesso a S3 e DynamoDB | Clientes que acessavam esses serviços não foram impactados. | Dependência fora da ponte congestionada. |
| Entrega de eventos do EventBridge | Operadores desabilitaram a entrega de eventos durante a resposta. | Desligar uma função de propósito para aliviar a pressão. |
As cargas que já estavam em execução continuam servindo o cliente, sem depender do caminho congestionado.
O acesso direto a armazenamento de objetos e à tabela NoSQL não foi impactado.
As APIs de controle dependem da ponte entre as redes e ficam lentas ou com erro enquanto ela está congestionada.
Para aliviar a pressão, a entrega de eventos foi desabilitada por operadores até a situação melhorar.
04 · RESPOSTA
Operar às cegas
A congestão afetou de imediato a disponibilidade dos dados de monitoramento em tempo real das equipes internas. Sem boa visibilidade, diagnosticar e agir ficou mais lento: a própria ferramenta para enxergar o problema dependia do caminho que estava saturado. A AWS desabilitou imediatamente as atividades de escala que originaram o evento. Ainda assim, o post-mortem descreve uma congestão persistente nos dispositivos entre as redes, o que prolongou o impacto. Esse é o ponto central de monitoramento e observabilidade: o canal de observação não deve compartilhar o gargalo com o que ele observa.
05 · LIÇÕES
O que levar para o seu projeto
Entre as mudanças anunciadas está uma nova arquitetura de suporte que roda ativamente em várias regiões da AWS, ou seja, o caminho de ajuda ao cliente deixaria de depender de uma única região. Do ponto de vista de recuperação de desastres, é a lição de não pôr o canal de comunicação e de suporte dentro do mesmo domínio de falha do sistema que ele cobre.
Antes, o suporte rodava em uma só região e caía junto com ela.
Com uma arquitetura ativa em várias regiões, o tráfego do cliente pode seguir para a região saudável.
Perguntas frequentes
O que é AWS us-east-1: congestão na rede interna?
Um pico de conexões na rede interna afetou serviços e o próprio painel de status.
O que o design de AWS us-east-1: congestão na rede interna cobre?
Ele está organizado nestas seções: Duas redes, uma ponte frágil, Da escala automática à tempestade de retries, Plano de controle e plano de dados, Operar às cegas e O que levar para o seu projeto.
Quanto tempo leva AWS us-east-1: congestão na rede interna e qual é o nível?
Leva cerca de 13 minutos para ler e tem nível Staff.
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